Falando sobre Pólo

O jogo de Pólo

Retirado do Livro Iniciação ao Jogo de Pólo de Ruy Sampaio

O pólo é um jogo essencialmente de conjunto. Em virtude das dimensões do campo, com o tempo, seus praticantes chegaram a conclusão de que era impraticável um jogador, em ação individual, conduzir a bola de um gol ao outro. Geralmente a jogada morria no nascedouro, pois havia quatro adversários prontos para destruirem sua investida. Foi ficando evidente também que com meias tacadas, tacadas pela esquerda e outras firulas, os ataques se processavam muito lentamente, facilitando a ação dos adversários muito menos categorizados, que mesmo com inferioridade de cavalos podiam equilibrar as ações.

Verificou-se, então, que a rapidez é a maior arma nesse jogo. E, mais, que a rapidez, ou melhor, a maior rapidez se obtém mais pela amplitude da tacada do que pela velocidade do cavalo. Uma longa tacada da linha de fundo para um companheiro situado nas proximidades do meio do campo, pode, se este executar outra forte tacada, colocar a bola nas proximidades do gol contrário em 3 ou 4 segundos. Quanto tempo levaria um jogador para percorrer esse mesmo espaço ainda que não fosse importunado por nenhum oponente? Por essa razão a meia tacada só é admissível em situações especialíssimas ou para arremesso a gol, quando de perto. A tacada pela esquerda, da mesma forma, quando é impossível a tacada pela direita. A meia tacada e o drible vez por outra são necessários, mas executados com freqüência, são altamente condenáveis, pois, dão chance a que outra equipe, por vezes até desarticuladas em campo se posicione melhor. Tornam ainda o jogo lento, embolando, cheio de faltas, favorecendo o mais fraco.